
Fiorde significa uma grande entrada do mar em volta de altas montanhas rochosas. Estes cenários são normalmente encontrados na costa oeste da península escandinava, como a Noruega que se utiliza muito bem desse elemento natural como principal atração do país. Os fiordes formaram-se, originalmente, devido a ação de imensas placas de gelo chamadas geleiras, ou glaciares, que se movimentam em direção ao mar como se fossem grandes rios congelados. Os fiordes modernos só existem em regiões costeiras montanhosas onde o clima é, ou foi, frio o suficiente para permitir a formação de geleiras abaixo do nível atual do mar. Por este motivo existe controvérsia sobre o nosso fiorde tropical. Para alguns estudiosos, por não ser datado da Era Glacial e ter águas rasas ele não passaria de uma ria, isto é, uma configuração geográfica formada pela foz de um rio.
Deixando estas discussões de lado, a verdade é que o Saco do Mamanguá me encantou de imediato. Localizado no município de Paraty, fazendo parte da Área de Proteção Ambiental (APA), possui uma uma entrada de mar de coloração esverdeada que se estende por 8 Km até se encerrar no mais bem preservado manguezal da Baía da Ilha Grande. É um cenário único em que o mar esverdeado se encontra com a Floresta Tropical Atlântica, onde vive a comunidade de caiçaras – os pescadores, artesãos e agricultores locais.
O acesso é possível de barco, o que proporciona um passeio inesquecível saindo de Paraty, Paraty-Mirim, opção mais próxima ou por trilhas.
Uma das montanhas mais altas é chamada Pão de Açúcar, com cerca de 400m de altura .O acesso é feito por uma trilha no meio da Mata Atlântica, onde se pode desfrutar de toda a beleza da vegetação nativa da região, além da vista total do Saco do Mamanguá ao chegar no topo.
Fonte: http://www.acasadabussola.com/2009/03/saco-do-mamangua.html
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